JACK- Luciano Gonçalves, engenheiro químico, amante de basquetebol, vocalista da banda O FIO, Projeto Alcatéia, escritor, pai da Lana...aqui narra sua vida enlouquecida ou não. "Nenhuma Guerra pode ser santa"- Renato manfredini Jr.

Saturday, July 18, 2015

Partidas nunca acabam

No contexto me parece que o ser humano não gosta de partidas. Passa a vida se preparando para sair, mas nunca está pronto. Claro, que quando ficamos velhos, o medo aperta e tentamos nos preparar para a partida definitiva. Mas quem fica, nunca se acostuma. Passam-se dias, meses e anos e não conseguimos nos acostumar. Quanto maior o vínculo, pior é a partida. Deixo claro que no meu sentimento é, a dificuldade maior é de quem fica. Acredito que quem vai, se adapta (seja lá ao que for). A lembrança queima, a saudade umidifica a vista, o coração aperta. Sorte que em momentos de desespero tudo se acalenta, se apazigua com uma canção, um sorriso de um filho, um filme. Apazigua, acalenta mas não apaga. As lembranças do vivido, da história, do amor. Isso não se apaga.
Os vínculos são formados em de duas maneiras pelo que entendo, pelo tempo de convivência e pela intensidade. Passei por ambos e ainda não me adaptei. Definitivamente partidas e humanos me incomodam. Me incomodam como funcionamos, como temos que nos adaptar ao meio e à tudo que acontece. Tem sido uma vida um tanto complexa. Boa, talvez a melhor das encarnações (se isso realmente existir) mas ainda assim com a complexidade da molécula do açúcar e sua formação de grãos...Mas sempre seguimos, adiante, sem muita certeza de pra onde, o se estamos fazendo o certo, e alguns não avaliam nada disso, apenas seguem, apenas vivem, sem medir consequências. Não podemos julgar isso, qual a conduta correta de viver pois não sabemos o qual é essa conduta. Apenas acreditamos. E em acreditar, eu sou bom...



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Saturday, July 16, 2011

17

17

Dezessete dias de julho. Três anos. Parece uma vida, parece outra vida, parece uma eternidade, parece que nada existe, depois disso. Ainda dói a saudade de um tempo que se foi, ainda é complicado lembrar e saber que estamos totalmente sozinhos. Vira e mexe me pego chorando lembrando um tempo que não volta mais. Lembrando. Sempre lembrando.

Trabalho todas as horas possível evita parar, mas sempre que paro vem à tona. Nos momentos bons, e nos momentos ruins com quem aprendi a conversar. Demorou tempo para me respeitar, para aceitar minha opinião, e para eu amadurecer. E no momento que seria mais fácil de convivermos... Se foi. Músicas lembram, situações diversas lembram. Radiohead e McCartney lembra. “I am not leaving¸I’m just killing time...” difícil não pensar assim.

Mas um dia depois do outro como me ensinou, sempre um depois do outro...

Saudades man...

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Sunday, October 25, 2009

25 de Outubro de 2009

Bom hoje meu pai completaria 57 anos. Não tenho muito mais o que dizer sobre faltas, sobre importância ou saudade. Meio que domínio público isso. Sobre o que eu sentia e o que sinto.

Hoje acordei e peguei a June no colo e lembrei como ele gostava das gurias. Que deveria ficar encantado com a June.

Não acredito que o simbolismo de visitar o cemitério seja importante, mas queria registrar que o véio continua vivo na memória, e em algumas atitudes e posições que eu tomo em relação à vida.

Acho que estou longe de ser ele, mas tento manter a "base".

Ainda difícil pai, mas superação sempre foi o nosso forte.

Love

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Sunday, July 19, 2009

19 de Julho

Bem, fazem, ou melhor, completou um ano dia 17 de julho, que meu pai se foi. Só sei exorcizar minhas coisas botando pra fora. Foi a missa ontem e já não haviam tantos adoradores ou admiradores. Amanhã é dia do amigo. Acho que tenho poucos ou tive poucos. Meu pai, finalmente foi um deles. Pensei em beber um Tannat, como bebíamos quando eu descia da serra e tomávamos em momentos únicos na cozinha da casa dele. Mas acho que ando bebendo demais e isso não alteraria a vida em nada.
Ontem Valdomiro, o padre, falou no sermão sobre rebanho que cada um carrega, e sua responsabilidade e tal...Escolhemos carregar um rebanho? Complicado.
Minha visão sobre Deus continua questionável, mas cada vez sinto que o problema real do planeta somos nós e como conduzimos as coisas.
Roberto fez 50 anos de carreira, e lembrei o quanto o pai gostava do cara e não foi em nenhum show do de verdade (do cover nós fizemos um).
Dias longos e June pode chegar a qualquer hora, não parece a tormenta que estou sempre tentando me preparar.
Só posso dizer que me sinto sólido, triste e com o coração endurecendo.
Estou chegando na tranqüilidade do sangue frio (ou tranquilidade pela regra nova)?
Dia 14 de julho foi a queda da bastilha (ele adorava o tipo de folgada, pra mostrar que conhecia uma pá de coisas), ele pra variar que lembrava.
Bem, a vida é o que é...

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